terça-feira, 17 de junho de 2014

Ser mãe

Há uns anos atrás não pensava nisso nem sequer dizia quantos filhos queria ou se preferia rapaz ou rapariga. Apenas dizia que queria ter filhos. Pelo menos um sei que queria, quanto ao segundo ou terceiro dependia como corresse a vida. Os anos foram passando, estou mais velha, sei o que quero e quem quero que faça parte da minha vida. Como disse, os anos passam e vejo os amigos, os conhecidos, a casarem e a ter filhos e aquilo que mais penso até porque o meu Aladin já me tem pedido muito, quer um bebé, um fruto do nosso amor. São 11 anos de namoro, onde os nossos pais (mais os dele) pedem um neto. O primeiro neto da familia. Eu também quero muito, até porque derreto-me toda com a minha afilhada com 10 meses, mas ao mesmo tempo tenho medo da vida, do futuro, do amanhã. Sei que o momento certo não existe, mas eu tenho medo. A vontade é grande, mas o "mas" e o "se" metem-se na minha cabeça.
Antes de ter um bebé gostava de viver mais coisas, mas sei que com um filho essas mesmas coisas também podem ser vividas e de uma forma mais especial e diferente. Como o Aladin diz, eu penso demasiado nas coisas e só penso no lado negativo, não que um filho tenha um lado negativo. Tenho medo de financeiramente não conseguir sustentar uma família, mas depois também penso que há pessoas em pior situação que eu e conseguem porquê que eu não conseguirei? Também penso em coisas que nós sonhamos em fazer e que com um filho ficamos mais limitados, temos de fazer de forma diferente....

Tudo isto para dizer que quero um filho. Um filho eu quero, agora o casamento ( a festa), isso não.

1 comentário:

  1. Quando eu casei, uma das coisas que logo decidimos foi que não queríamos filhos no imediato. Queriamos aproveitar bem algumas coisas da vida que ainda não tínhamos aproveitado. Entretanto chegou a altura em que o relógio biológico de ambos despertou. E decidimos arriscar e agora está quase a chegar o nosso "fruto".
    Se formos a pensar na conjuntura e no contexto económico, eu diria que a incerteza do amanhã há sempre e não podemos deixar-nos condicionar por isso. Claro está que as coisas têm de ser bem ponderadas mas na altura pensamos que se adiássemos, iríamos estar a adiar sempre, porque há quem diga que o amanhã é tão incerto que o melhor é ir esperando. Eu tenho algumas dúvidas face a essa postura.

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